Star Wars para Fate Acelerado

Olá, eu sou o Lima, Raphael Lima.

 

Saudações Rebeldes! Por enfrentarem o “império” e por fazerem isso jogando Fate. Com o advento do Disney + no Brasil, entrei em uma vibe pesada de Star Wars no final de 2020, e nesse vendaval da força revi os episódios 7, 8 e 9 (com um entendimento melhor após a leitura da trilogia Aftermath, o que não quer dizer que os filmes melhoram, mas vi pontos que tinha passado despercebidos); Rebels; os livros Arquivo Rebelde, Death Troopers (esse aqui vai ser influência total no jogo que estou preparando) e Phasma; e estou assistindo Clone Wars. E com toda essas influências me senti tentado a fazer uma adaptação de Star Wars para Fate Acelerado para rolar uns dados com a galera da Cozinha do Lima. 

Star Wars é um universo gigantesco, e seria muita presunção minha tentar adaptar todos os elementos deste cenário para a proposta de jogo que estou planejando. Então inicialmente vou adaptar três aspectos do cenário para o Fate Acelerado: Abordagens, Combate com Naves e Usando a Força. 

STAR WARS PARA FATE ACELERADO

 

Abordagens

 

As abordagens refletem campos de conhecimento dos personagens, e não há forma de como ele vai agir. As abordagens nessa proposta são: Combate, Conhecimento, Percepção, Tecnologia, Mecânica e Manha.

 

  • Combate: lutar desarmado, duelos, armas brancas, armas de energia, canhões e fazer efeitos de força física e resistência;
  • Conhecimento: informação geral sobre uma grande variedade de coisas, história, geografia, pessoas e afins; 
  • Percepção: mover-se furtivamente, localizar coisas e pessoas;
  • Tecnologia: realizar consertos, operar sistemas de segurança, computadores, reprogramar dróides, primeiros socorros;
  • Mecânica: pilotar e operar sistemas e armas de veículos terrestres, especiais e aéreos;
  • Manha: disfarces, discernimento, persuasão, enganar, comandar e demais habilidades sociais.

Combate com Naves

 

Star Wars, não é Star Wars se não tiver uma boa cena de combate de naves, e em um determinado momento os personagens podem se encontrar tendo que combater os inimigos em uma fuga pelo vácuo. E o primeiro passo para um combate com naves é a perseguição. Em uma perseguição, os pilotos devem fazer duelos usando a abordagem mecânica, para definir a aproximação para a linha de tiro. A distância a ser vencida para a aproximação, é feita por meio de caixas de estresse. 

 

  • Curta distância: uma caixa de estresse;
  • Média distância: duas caixas de estresse;
  • Longa distância: três caixas de estresse. 

 

Exemplo: o grupo está fugindo em um cargueiro coreliano, de uma nave pirata. É uma perseguição a curta distância (uma caixa de estresse), então os pilotos vão fazer testes de mecânica, com uma vitória o piloto pirata consegue colocar a nave dos personagens na linha de tiro, então é chegada a hora dos pilotos fazerem os testes de ataque e defesa, usando a abordagem combate. 

 

Naves

 

Uma solução fácil pra naves é elas terem estresse (escudos) e consequências (fuselagem e chassis), onde o estresse pode ser renovado até no meio da cena (com um teste de mecânica), mas as consequências vão precisar de uma doca no espaço, exceto por — digamos — subsistemas, como piloto automático, sensores, suporte de vida etc. que podem ser consertados no meio dos combates. Além disso, você pode aproveitar os aspectos delas e as façanhas, que destacam elementos importantes, como armas, sensores, motores e etc. Elas não precisam de abordagens, quem age é o piloto.

 

Exemplo: 

 

Cargueiro Coreliano Leve

Aspectos: cargueiro leve modificado para combate, hiperpropulsor abaixo da média e armamentos de primeira. 

Façanha: travando no alvo (+2 para ataques em um alvo na mesma zona).

Estresse: 3 caixas.

Consequências: 2 / 4 / 6

 

Caça estelar X-Wing

Aspectos: caça estelar superior, hiperpropulsor de longo alcance, fuselagem de transparaço e armamentos superior. 

Façanha: Travar Asas em Modo de Combate (+2 para ataque).

Estresse: 5 caixas.

Consequências: 2 / 4 / 6

 

Destróier Imperial

Aspectos: símbolo da presença imperial, armamento superior pesado, esquadrões de caça TIE, raio trator e escudos reforçados. 

Façanha: ataque de costado (+2 para atacar várias naves na mesma zona).

Estresse: 8 caixas.

Consequências: 2 / 4 / 6

 

Caça TIE

Aspectos: caça imperial obsoleto, sem hiperpropulsor, ágil e suporte de vida. 

Façanha: difícil de acertar (+2 para manobras defensivas).

Estresse: 2 caixas.

Consequências: 2 / 4 / 6

Usando a Força

 

Está adaptação é proposta para a minha aventura situada nos livros da trilogia Aftermath (Marcas da Guerra, Dívida de Honra e Fim do Império), e por opção minha não há personagens jogadores Jedi, mas podem haver pessoas sensíveis a força sem treinamento ou com um pouco do treinamento podem usá-la sutilmente, não mais como os grande Jedi no auge da sua ordem e academia de treinamento.

Em termos de regras, para se construir um personagem sensível a força, o jogador precisa de um aspecto que o ligue a força, ter um valor de no mínimo +2 na abordagem Percepção e uma façanha ligada a uma das três habilidades básicas da força: Controlar, Sentir e Alterar:

  • Controlar:  permite manipular o próprio corpo para resistir a ferimentos, venenos ou doenças, acelerar regeneração de ferimentos, manter-se desperto, entrar em hibernação, focar em uma ação física específica e etc.
  • Sentir: diz respeito à capacidade de perceber o ambiente, além de usar telepatia, detectar sinais de vida, detectar usuários da Força, amplificar os sentidos naturais, além de perceber eventos do passado e futuro.
  • Alterar: é basicamente telecinese, além dos relâmpagos Sith. E resistir a eles.

 

Exemplo: Jokinha, decidiu fazer um Rodiano com sensibilidade a Força, e para isso ele colocou o aspecto “A força despertou quando o império destruiu minha vila”, colocou +3 na abordagem Percepção e a façanha “eu consigo controlar a força levemente: +2 para testes de percepção em ações de controlar a força”. 

 

CONCLUSÃO

 

Essas são algumas coisinhas que preparei para as primeiras sessões de Star Wars, com o passar dos encontros, e se houver necessidade de mais algumas construções de regras, compartilharei neste espaço com todos vocês. E queria agradecer ao Petras por todos os debates, ajudas e dúvidas sanadas na construção dessas regras. 

No último dia 27/02/2021 participei pela primeira vez das atividades do Dia Nacional do RPG, em um bate papo sobre “jogando RPG com Crianças”, com a participação de Chokos, José Noce, André Menezes e o Tiago Junges, e mediado pelo Jaime Cancela. Em um determinado momento, debatemos sobre literatura de terror infantil, algo que ainda é de muito desconhecimento da nossa comunidade de RPG. E isso está me deixando com uma pulga atrás da orelha para escrever algo sobre isso, quem sabe nas próximas semanas. 

Estamos em 2021, ainda em situação de pandemia, e por isso é muito importante manter todos os protocolos necessários para nos proteger e a nossos entes queridos, pois ainda teremos um ano muito difícil.  

 

Se cuidem, até breve, e defendam o SUS. 

 

😉 

Deixe uma resposta