Terraplana 3

Sejam bem vindos ao Ponto de Ignição, O local onde tudo tem inicio e onde tudo pode acabar (ou se juntar em algo novo), veremos nessa seção de mundos em adaptação a criações de raças e criaturas novas ou antigas ressurgidas das cinzas de mundos que foram esquecidos no tempo e no espaço.


Bom vamos ao que interessa, né.

Estamos no que já foi a Terra um dia e pelos históricos livros (coisa rara hoje em dia), no ano de 80 D.I. (Depois de Invasão); isso dá mais ou menos 2500 D.C. (Depois de Cristo) se meus cálculos estiverem corretos. Me chamo Plutão — em homenagem a um planeta e segundo minha cuidadora, devo ter por volta dos 80 anos, mais ou menos.

É difícil contar o tempo debaixo da terra e sem a passagem dos dias, sem o sol e a lua.

Sim, fomos expulsos da superfície. Primeiro vieram os problemas com o clima  — em todo o globo começava a nevar e depois um calor de 40 graus, ou onde a seca se apresentava, começava a chover granizo — e se conta pelas conversas que eu ouvia no rádio, que chovia ácido, corroendo a carne e até os metais mais resistentes.

Animais começaram a reagir de forma estranha, como se observassem os humanos.

Quando o problema climático cessou, vieram os obeliscos: escuros, mais escuros que a noite, chegando a absorver a luz e do tamanho de prédios de 15 andares. Em algumas regiões, conta-se que ao invés apareceram globos de luz, que podiam cegar se passado algum tempo observando-os.

E por fim, vieram os sons.

Vieram durante a noite, como se figuras fantasmagóricas circulassem pela rua. Algumas pessoas diziam que eram alienígenas, outras que eram os próprios demônios vindos do inferno e que estávamos no apocalipse (ou coisa que o valha, dependendo de seu credo ou falta dele). Começamos a fugir para as regiões de cavernas e descobrimos que os Governos sabiam de algo e não nos havia avisado; construíram complexos gigantescos dentro da terra, onde vivemos hoje, não mais com medo das criaturas, mas com armamentos e os mecha — os chamamos assim por serem desde avatares nossos para andar na superfície até robôs pilotados por jovens destemidos (ou doidos). Nenhum dos mecha até hoje voltaram. Já fazem uns dez anos, e até quem usava os avatares perderam as memórias deles.

Bom, jovens, estou cansado, desculpem não poder contar mais hoje, amanhã relato mais sobre o mundo de cima.


É isso aí galera, um conto introdutório para um cenário pós-apocalíptico que há muito tenho guardado; mandem suas sugestões, criticas e ideias ou perguntas.
Até a próxima.

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