A Ferro e Fogo: Dentro da Noite e Outros Contos

Olá, 2d8 leitores! Eu sou o Leishmaniose, e trago mais um capítulo da série A Ferro e Fogo aqui no Lugar Nenhum: Dentro da Noite e Outros Contos, um minijogo de fantasia urbana gótica com criaturas sobrenaturais!

Máscara da Morte Rubra

Quem me conhece de longa data sabe do meu apreço pela mística do sobrenatural, muito comum principalmente nas obras do gênero gótico e de fantasia urbana — e, em alguns casos, na noir, como nas séries literárias Dresden Files e Enigmas de Londres.

Tanto que um dos meus cenários favoritos do D&D é Ravenloft, havendo um forte apreço pelo suplemento Masque of the Red Death and other tales, que adapta o D&D para a Era Vitoriana (uma das poucas resenhas que escrevi foi sobre este material e você pode lê-la aqui).

Outro flerte descarado é com o RPG Chronicles of Darkness, que abandonou o punk do seu antecessor e abraçou o gótico, aprofundando-se bem mais nos elementos de horror em sua proposta, principalmente na sua segunda edição (você pode encontrar aqui no site alguns materiais meus para esta linha: aqui, aqui, aqui e aqui).

Este minijogo nasceu devido a esse fascínio e aos diálogos ocorridos em alguns dos Chronicles of Darkness Day, evento anual ocorrido no Halloween nas diversas cidades do país, que participamos organizando o evento aqui em Natal.

Nos diálogos em questão, falávamos de como varamos algumas noites em claro para preparar não só as fichas dos personagens como dos coadjuvantes e antagonistas, no geral. Basicamente, o CoD utiliza para criação de NPCs o mesmo método de criação das personagens.

Por um lado é muito bom porque as fichas são detalhadas e não há desbalanceamento drástico além da quantidade de pontos, sendo fácil de administrar quando a ficha está pronta. Por outro lado é ruim porque exige um conhecimento aprofundado do sistema e suas nuances.

Não estou dizendo que o sistema é ruim ou algo do tipo, eu adoro o CoD. Apenas enfatizo que, assim como seu antecessor, o WoD, ele favorece muito mais os jogadores e mestres monogâmicos, em que a maioria dos seus jogos giram em torno daquele sistema.

Nós, do Mundos Colidem, somos poligâmicos nesse sentido. Temos até mesmo um dia de jogo exclusivo para testar e conhece novos sistemas e cenários, à parte das campanhas mais longas que jogamos no final de semana.

Então, para nosso estilo de relação com o sistema, o CoD apresenta-se como trabalhoso — assim como seu antecessor. Algumas ideias foram sugeridas sobre simplificação de atributos, usando até mesmo o suplemento Mirrors, mas nunca nos aprofundamos muito no assunto.

Entretanto, eu ainda tenho meu romance com o Chronicles of Darkness e o Storytelling, mesmo após conhecer o 7º Mar, que aprimora bem mais as mecânicas de narrativa, embora focada em temática de aventura e ação.

Noite na Taverna

Quando estava pensando no Patrulheiros Youkai, eu rascunhei três ideias que sempre quis experimentar com o Lima System (cuja SRD você pode encontrar clicando aqui). A primeira foi a do Patrulheiros, que você pode encontrar aqui, usando um sistema poliédrico como o do Cortex Plus (o meu sistema narrativista favorito, conforme falado aqui e aqui).

A segunda é o Dentro da Noite e Outros Contos, que seria usando dice pool. Como eu fujo de usar d6 devido aos meus traumas do jogo de tabuleiro War, eu pensei no uso de d10. Para escolha do título, escolhi um livro da literatura gótica brasileira, do João do Rio (que você pode encontrar clicando aqui), assim como o Masque of the Red Death usa o título do livro de contos do Edgar Allan Poe. Melhor homenagem e referência não poderia haver. 😉

A ambientação trata do Mundo da Noite, um mundo secreto, místico e sobrenatural, que vive nas entrelinhas e sombras do nosso mundo. Não se trata apenas de uma sociedade oculta da humanidade, mas de todo um mundo paralelo, similar à Londres de Baixo da minha obra favorita do Neil Gaiman, Lugar Nenhum.

Nele, os Noturnos, criaturas tocadas pelas sombras, em suas mais variadas formas, vivem, imersos em lutas por poder, por ambições, por paixões ou apenas por sobrevivência. Devido à sua fraqueza com a luz do sol, além da necessidade de uma alimentação que não é bem encarada pela humanidade, eles ocultam sua existência. Procuram não chamar a atenção e ser alvo de ataques como em épocas antigas, quando eram caçados como monstros da noite.

E as personagens, recém-transformadas em Noturnos, acabam deparando-se com esse novo mundo, sobre o qual precisam aprender o mais rapidamente possível pois sua sobrevivência pode depender disso. Para piorar a situação, não é incomum que os mais poderosos dentre os Noturnos vejam os mais novos como peões em seus jogos de poder e intriga, que usam como distração para acabar com o tédio.

Os termos Noturnos e Mundo da Noite foram escolhidos para fazer juz ao título do minijogo (que quase foi Noite na Taverna, do Álvares de Azevedo). Originalmente eu pensei em Abismo e Abissais, mas aí ficaria muito puxado para um certo manhua que eu leio. HAUHAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAA!

Um Conto do Mundo da Noite

Tudo o que ela sentia era dor. A fumaça dificultava sua respiração e machucava seus olhos, a temperatura das chamas era tamanha que não havia mais diferença se estavam perto ou distante. A dor dos ossos quebrados, ferimentos abertos e órgãos machucados era tanta que ela não conseguia pensar direito. Tudo era instinto, tudo era dor.

Com dificuldade, a razão abriu espaço em meio às camadas de dores que sentia. Tinha que sair dali. Fez um movimento com o braço e percebeu que ele estava em uma posição que não deveria estar. E aquilo doeu, muito. O suficiente pra que tudo ficasse turvo, iria perder a consciência. Mas não podia, precisava escapar, sair dali.

A fumaça aumentou, fazendo-a tossir. Algo mais saia junto com a tosse, tinha um sabor ferroso, mas ela não conseguia pensar naquilo. Não conseguia sair. Não tinha como se mover, algo estava prendendo-a ao chão, algo que ela sentia bater por dentro de sua costela ao tentar algum movimento. Era seu fim e não havia nada que ela pudesse fazer…

Em delírio, observou o que parecia uma jovem adolescente de preto, com maquiagem gótica. Ela caminhava entre as chamas, com um guarda-chuva, também preto. Mas havia alguém mais ali, saindo do meio das chamas. A garota também viu, olhando para o que quer que fosse. Ela não conseguia enxergar mais que um borrão no lugar do recém-chegado.

Uma conversa desenvolveu-se entre o borrão e a garota. A garota deu de ombros e abrindo longas asas, desapareceu. O borrão aproximou-se. E aqueles segundos de delírio, rompeu-se, com a dor retornando e ela vendo-se novamente em meio aos escombros. Muita dor, mas dessa vez ela estava lúcida, como se a dor não embotasse os seus pensamentos – mas ainda forte o suficiente pra que não fosse esquecida.

— Você está morrendo. — havia um vulto negro sentado de frente à ela, uma mancha de escuridão que não deveria estar naquela luminosidade das chamas.

— Ajude-me… — ela pensou em mil coisas a dizer, mas ao falar, tudo que saiu foi o seu instinto mais básico, de sobrevivência.

— Eu posso salvá-la, mas isso requer um preço. Está disposta a pagar esse preço?

— Por favor, ajude-me! — a dor tornou-se mais forte. Após uma crise de tosse, em que ela percebeu que estava cuspindo sangue, ela abriu os olhos e viu a coisa lá, parada. E mesmo sem dizer nada, ela sabia o que a coisa estava esperando. E apenas gritou. — Sim!

— Que assim seja. — falou a coisa e tudo escureceu, inclusive sua mente.

***

Quando ela acordou, o incêndio já tinha acabado. O concreto ainda quente soltava nuvens de fumaça em contato com a chuva que caía lentamente, deixando o ambiente enevoado. Ela levantou-se, estava intacta, exceto por suas roupas. Removeu com facilidade o bloco de concreto que estava por cima da sua perna, com uma força que não possuía antes.

Ao longe, viu as sirenes das autoridades, como corvos que não fizeram nada para impedir o incêndio e agora, pra prestar contas à sociedade, fariam a averiguação do lugar. E por que fariam algo? O lugar estava abandonado, tido como perigoso e só não fora destruído pela prefeitura antes porque abrigava pessoas sem teto. E a prefeitura os preferia ali que nas ruas, por mais que as pessoas reclamassem.

“Cuidado.”

Um sussurro mental, uma voz familiar, mas aliada a uma audição boa que a fez ouvir passos em meio aos escombros. Em um silêncio e uma velocidade que não imaginava possuir, ela ocultou-se atrás de um bloco de concreto. Passos. Mesmo ouvindo-os bem, tinha se perguntado se os teria percebido se não fosse o aviso. Mas quem avisou? E por que a voz era familiar? Suas indagações foram interrompidas por vozes.

— Capitão, os homens estão apenas esperando as ordens para vasculhar o lugar.

— Contenha-os um pouco mais, diga que a equipe especial está fazendo a análise da segurança do lugar. E mande os outros agilizarem, temos de encontrar o que o Sr. Locke deseja.

“Vista-se”. Novamente a voz, e de alguma forma ela sabia ao que se referia. Havia um conhecimento que parecia estar sempre ali, mas que de alguma forma ela esquecera. Sombras surgiram em forma de borboletas, envolvendo seu corpo e tornando-se um quimono vermelho. Fascinada pelo que acabara de fazer, deu um passo em falso e esbarrou em uma pedra solta. O som de engatilhar de armas foi ouvido.

— Deve ser apenas um rato, senhor.

— Nossas ordens são claras. Sem sobreviventes.

Ouvindo aquelas palavras, ela sentiu raiva. Seu raciocínio estava límpido, claro, de uma forma que nunca estivera antes. Como se alguém limpasse as lentes de um óculos sujo. Sem sobreviventes… O incêndio foi proposital. Cerrando os punhos, ela lembrou-se de todos que viviam ali, pessoas sem oportunidades. Muitas prejudicadas por seus antigos empregadores que as deixaram numa situação tão difícil que perderam seu lar.

Assim como seu pai, assim como sua mãe e seus irmãos… Que ela perdera ali. Ouvindo alguém mover-se atrás dela, percebeu que imersa em suas emoções e pensamentos, os dois homens a tinham descoberto. Ambos apontavam as armas para ela. Tinham silenciadores, pra evitar tumulto.

“Esquive.” Os tiros atingiram o concreto, pra surpresa dos homens. “Transforme-se.” Novamente, um conhecimento que ela não lembrava até que a voz a citasse. Sua aparência alterou, fazendo surgir garras no lugar das unhas e chifres em sua cabeça. Ela estava com o que parecia ser uma máscara.

Os dois homens estavam surpresos ao ver a garota naquela forma, removendo a máscara, ela os observou. Queria que os dois prestassem bem atenção em quem os mataria. “Ataque.”. A voz nem precisava pronunciar-se, ela já sabia exatamente o que fazer. Borboletas de sombra surgiram por trás dela, enquanto ela avançava na direção dos dois homens…

Dentro da Noite e Outros Contos

O Dentro da Noite e Outros Contos é um minijogo de fantasia urbana gótica. As personagens foram transformadas em Noturnos, criaturas sobrenaturais, descobrindo que nas sombras do mundo que conheciam há um mundo completamente diferente, o Mundo da Noite

As ruas estavam sombrias e não era só da noite”. — Raymond Chandler.

Construção de Personagem

Nome: Qual o nome da personagem?

Antecedente: Escolha um Antecedente referente a profissão, ocupação ou formação. Toda vez que a personagem fizer uma rolagem que o conhecimento do Antecedente a auxilie, a rolagem é feita com vantagem.

Aspiração: Qual o objetivo da personagem? Após tornar-se uma Noturna e descobrir sobre o Mundo da Noite, o que ela pretende fazer?

Maldição: Qual a maldição da personagem? Como ela foi transformada? Quais traços sobrenaturais ela possui?

Escolha uma afinidade entre Física, Mental e Social.

A personagem recebe um ponto adicional em um dos atributos da afinidade à escolha. Gastando um ponto de Sombra, durante a cena, ela ganha um dado nas rolagens dos atributos da afinidade.

Gastando um ponto de Sombra ela pode transformar-se em um Híbrido Animal/Fantasmagórico/Elemental/Trevoso/Vegetal (escolha um na criação de personagem), tendo vantagem nas rolagens dos atributos da afinidade. A transformação dura uma cena, mas se pode revertê-la antes.

A personagem é vulnerável à luz solar: recebe desvantagem em todas as rolagens ao estar na luz do sol e ela não consegue se transformar durante o dia. Por fim, ela precisa comer um quilo de carne crua e um litro de sangue para cada ponto nos Atributos de Resiliência dela.

Atributos: Quais são as características da sua personagem? Por qual característica ela se destaca? Os atributos são nove, divididos em três grupos:

  • Impacto: o grupo do poder, com os atributos que afetam ao seu redor. São eles: Força (físico), Astúcia (mental) e Lábia (social);
  • Técnica: o grupo da presteza, com os atributos que reagem ao seu redor. São eles: Agilidade (físico), Inteligência (mental) e Manha (social);
  • Resiliência: o grupo da resistência, com os atributos que suportam pressões ao redor. São eles: Robusteza (físico), Vontade (mental) e Autoestima (social).

Ao criar a personagem, escolha um grupo como primário, um grupo como secundário e um grupo como terciário. Você distribui, como desejar, 9 pontos nos atributos do grupo primário, 8 pontos nos atributos do grupo secundário e 7 pontos nos atributos do grupo terciário.

O máximo de pontos que um atributo pode ter são 5, mesmo com o ponto adicional da afinidade.

Material de Jogo

Uma cópia destas regras, lápis, borracha, papel e, no mínimo, um conjunto de dados de 10 faces (d10) ou um aplicativo de dados no celular.

Mecânicas Básicas

Ao declarar uma ação, a Narradora analisa se teria consequência dramática ou se há um risco. Se não há risco ou consequência dramática, a ação é bem sucedida.

Se há risco ou consequência dramática, rola-se o dado. A rolagem usa uma quantidade de dados igual ao valor do atributo utilizado. A personagem tem sucesso se obtiver 8 ou mais em um dado. Se não, ocorre uma consequência dramática.

Sem dados para rolar, no caso de atributo 0, a falha é automática e ocorre uma consequência dramática.

Vantagem: As circunstâncias favorecem a ação. A personagem dobra a quantidade de todos os dados rolados, incluindo os recebidos por ativar o poder ou uma bonificação.

Desvantagem: As circunstâncias atrapalham a ação. A personagem diminui pela metade (arredondada pra baixo) a quantidade de dados rolados, incluindo os recebidos por ativar o poder ou uma bonificação. Se ficar sem dados para rolar, a falha é automática e ocorre uma consequência dramática.

Se receber vantagem e desvantagem ao mesmo tempo, elas se anulam.

Sombra

Sombra envolve o uso de poderes e da sorte. Ela é calculada somando o valor dos Atributos de Resiliência e dividindo o resultado por 3 (arredondado para baixo). Os usos são:

  • Bonificação: Adiciona 3 dados na sua rolagem;
  • Segunda Chance: Rolar novamente um teste;
  • Uso de Poder: Usar um poder da personagem.

As formas de recuperar pontos de Sombra são:

  • Desvantagem: Optar por ter desvantagem na rolagem;
  • Objetivo: Uma vez por sessão agir conforme a aspiração;
  • Sorte: Ao obter 10 em um dado na rolagem.

Os pontos são restaurados completamente na próxima sessão de jogo.

Conflito

O tempo é dividido em Turnos. A ordem de turno é calculada rolando o total dos Atributos de Técnicas e contando os sucessos. A ordem é da maior para a menor quantidade. Cada personagem só pode fazer uma ação em seu turno, os movimentos são livres.

A jogadora descreve o Ataque, determinando se é físico, mental ou social, e rola o Atributo de Impacto correspondente, subtraindo o valor de Técnica do Antagonista. Se tiver sucesso, causa dano.

O dano é calculado rolando o Atributo de Impacto novamente, mas dessa vez subtraindo o valor de Resiliência do Antagonista. Se tiver sucesso, ela causa um nível de Condição.

Na Defesa, a Narradora determina se o ataque do Antagonista é físico, mental ou social, e a jogadora rola o Atributo de Técnica correspondente, subtraindo o valor de Impacto do Antagonista.

Se falhar, ela foi atingida e deve rolar o Atributo de Resiliência subtraindo o valor de Impacto do Antagonista. Se falhar, ela recebe um nível de Condição.

Condição

A personagem pode sofrer até três níveis de Condição: Atordoada, Abalada e Derrotada.

Quando Atordoada, ela sofre penalidade de 2 dados em todos os atributos. Quando Abalada, além da penalidade, tem desvantagem em todas as rolagens. Se Derrotada, está fora da ação e a Narradora determinará o seu destino.

A Condição é diminuída em um nível ao final de cada cena. Um Repouso de seis horas remove todas as condições.

Narradora

Neste jogo, a narradora não rola dados. Esta função é das jogadoras, que devem superar os testes com criatividade, esperteza e a sorte com as rolagens.

Antagonistas

Os antagonistas possuem apenas três atributos: Impacto, Técnica e Resiliência.

Os Novatos são oponentes menores, com uma a cinco caixas de Condições e os Atributos indo de 3 a 5 em sua pontuação.

O Ancião é o principal adversário, com cinco a dez caixas de Condições, tem os mesmos poderes dos Noturnos com ativação gratuita e os Atributos vão de 6 a 10 na pontuação.

Antagonistas não sofrem efeitos por condições perdidas.

As Flores do Mal

O Dentro da Noite e Outros Contos já pode ser encontrado no Dungeonist junto com os demais títulos autorais do Mundos Colidem, bastando clicar aqui e em inglês no Drivethru RPG, bastando clicar aqui.

Os mais atentos devem ter percebido que mencionei três ideias, mas só falei de duas. A terceira ideia, virá no próximo capítulo da série A Ferro e Fogo, que sai daqui a 15 dias. Mas sim, adianto que se trata de mais um experimento com o Lima System e não, não usará só d6. Desistam, Edu e Alexandre.

Até daqui a 15 dias, meus 2d8 leitores!

Bonanças.

Atenciosamente,

Leishmaniose

0 Comentários

  1. Vc está bem???

    Pq tanto ódio aos D6s??

    • Leishmaniosesays:

      Olá,
      Vou tirar todos seus jogos e pc durante esta quarentena, deixando só War. Vamos ver quanto tempo você leva pra traumatizar, Dead. HAUHAUHAUAHUAHUAHUAHUAUAHUAA!
      Bonanças.
      Atenciosamente,
      Leishmaniose

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