Evite frustrações: tipos de aventuras

Saudações, aventureiros.

Recorrentemente leio na internet relatos de como alguns mestres e jogadores se frustram quando jogam determinados tipos de aventuras, sendo que os mestres costumam ficar frustrados, principalmente, quando os jogadores não seguem o que ele havia planejado para uma aventura, destruindo o potencial de uma campanha ou deixando todo o seu material preparado inutilizado, apenas porque não entraram em uma taverna.

Quer saber como eu deixei de me frustrar, sem ter que parar de jogar? Continue lendo.

O Sistema Importa

Saudações.

Recentemente fui citado em uma postagem no Facebook® em uma postagem que falava sobre a famigerada “regra de ouro“. A citação, feita pelo Marcelo Telles da Rede RPG, me lembrou dos tempos áureos do ForjaRPG, que escrevi durante um bom tempo com o grande Pedro Leone, e que na época focava muito em teoria do RPG e D&D 4E.

Como a chamada foi provocativa (no bom sentido), resolvi reviver alguns desses artigos que marcaram época e que podem trazer à luz boas discussões e ajudar a entender uma série de conceitos que podem não ser importantes para aqueles jogadores que não são game designers e nem pretendem ser, mas que podem ajudar bastante no entendimento da criação de novos sistemas, de aventuras, contribuindo, quem sabe, para trazer jogadores novatos para a área de desenvolvimento de jogos.

Hikikomori – Tradução

No nosso último encontro, exploramos um pouco do jogo Hikikomori, de Ewen Cluney. Nesse segundo post, ao invés de escrever como foi o meu jogo solo, ou minha “aventura de uma semana” com um personagem hikikomori, decidi arriscar uma tradução do jogo, gentilmente incentivada pelo autor. 

Sessão UM

A Sessão ZERO é onde definimos o estilo de jogo que o grupo quer jogar, as regras que vamos seguir (o contrato social), expomos nossas expectativas em relação à história a ser contada e criamos os personagens.

A Sessão UM precisa ser, de certa forma, mágica. Sendo ela o primeiro contato real com o jogo, ela precisa chegar ao fim tendo despertado nos jogadores a vontade de voltar a jogar, de desenvolver a história e seus personagens.

E como é possível criar essa mágica para a primeira sessão? Vou compartilhar logo abaixo algumas técnicas que venho utilizando e que tem gerados bons frutos.

Resenha de Weird Wars 1 para Savage Worlds

As coisas que não são desta terra rastejam através da lama sufocada por cadáveres de Flandres. Formas além da imaginação dançam nas nuvens obscuras de cloro que derivam através do campo de batalha de Ypres. As coisas escamosas se elevam das águas escuras dos pântanos de Pripet. Restos mortais de criminosos há muito executados por romanos rastejam seu caminho em direção a um sol que não vislumbraram em mil anos.

E assim começa o financiamento no Kickstart de Weird Wars 1, feito em 2016, sobre a Primeira Guerra Mundial, dando continuidade à saga da Legião do Crepúsculo.

Sessão ZERO

Saudações, jovens e veteranos aventureiros.

Após um recesso involuntário como mestre/narrador/anfitrião/juiz/etc./etc., eis que retorno ao ofício do lançamento de dados e criação coletiva de histórias (não necessariamente nessa ordem). Esse retorno implica, necessariamente, em inspiração para escrever sobre o hobbie, principalmente para aqueles jogadores novatos, que ainda estão sentados à soleira de suas tocas, aguardando a chegada de um mago intrometido que os levará para viverem grandes aventuras.

Nas próximas linhas, vou fazer um relato sobre a minha experiência com um grupo de jogadores novatos, nas duas primeiras sessões de uma mini-campanha de BRP (mais informações aqui). Mas se você não joga e nem pretende jogar BRP, eu o desafio a continuar a leitura, afinal, a experiência que compartilho abaixo vale para qualquer RPG.

Ramen em Kara Tur

Olá, viajante! Seja bem vindo à Taverna no Fim do Multiverso. Meu nome é Gilgan, seu anfitrião.

Devo dizer que a fortuna lhe acompanha, pois veio em um dia especial. Estamos no período comemorativo do início de um novo ciclo lunar nos reinos orientais de alguns dos planos materiais que tenho acesso, assim, fiz essa decoração alusiva. Não se preocupe com os fogos que estão estourando no teto, são apenas ilusões (na verdade, é um enorme painel que nos permite visualizar uma dessas realidades que no momento está comemorando com fogos, mas temos alguns supersticiosos aqui que não gostam muito, logo, digo tratar-se de uma ilusão; uma mentirinha inocente, se me permite!).

ひきこもり (Hikikomori) 

Hikikomori é um “RPG solo” escrito em 2006 por Ewen Cluney para competir em um desafio chamado RPG de 24 horas. Vamos conhecer um pouco desse jogo para se jogar sozinho e introduzir o tema que dá base para a ficção, sua inspiração na literatura, no mangá e no anime.

Resenha de Weird Wars Rome para Savage Worlds

Bem-vindo, Miles Gregarius, junte-se à sua fileira e dê seu sangue e alma pelos seus irmãos da Legião, o Imperador demanda tomarmos estas terras.

Começo nesse post a apresentar cenários oficiais para o sistema Savage Worlds, que como vocês devem ter notado, é um dos meus preferidos. Vou apresentar a vocês o Weird Wars Rome, que se passa no período em que Roma era o centro da civilização do mundo.

Bom, vamos ao que interessa.

Mythras RPG

No artigo anterior apresentei um breve histórico do Basic Roleplaying (BRP) e as diversas obras que ganharam ambientações para o sistema de regras. O RuneQuest se transformou em uma variação das regras do BRP e teve a sua sexta edição publicada em 2012 pela The Design Mechanisms, que revisou as regras em 2016 sendo renomeado como Mythras.

Além da mudança do nome, o livro ganhou uma significativa melhora no design, aproveitando melhor os espaços, inserindo novas imagens, ampliando alguns textos e esclarecendo melhor outros pontos, tudo isso com um ganho de 152 páginas (458 p. Vs 306 p. respectivamente) – nessas horas vemos o quão importante é ter um bom diagramador nesses projetos.

Como já disse anteriormente, são muitas as ideias contidas no Mythras que podem ser facilmente utilizadas em outros RPGs, principalmente o D&D, com quem faço frequentes referências.