Mundos Colidem – Até mais e obrigado pelos peixes!

Mundos Colidem

Há cinco anos atrás, o Mundos Colidem migrou da plataforma de blog para a plataforma de site, dando início a um maior envolvimento do coletivo em eventos, artigos de RPG e produções autorais.

Ao longo destes cinco anos o coletivo escreveu 497 artigos e criou 23 jogos, além de organizar eventos de RPG e participar de outros eventos culturais. Algumas pessoas chegaram a pensar que éramos uma editora, mesmo a gente sempre enfatizando que éramos apenas um grupo de RPGistas de Natal que decidiu montar um site pra colocar as produções que fazíamos pros nossos jogos de mesa.

Há cinco anos atrás, não tínhamos noção da dimensão que tudo isso tomaria. E estamos orgulhosos por esse trajeto. Vocês não têm noção do tamanho do orgulho por isso. Porém, hoje este trajeto chega ao fim.

Desde o início da pandemia, as coisas ficaram um pouco mais complicadas. E não me refiro somente ao desgaste da saúde mental pelo novo normal ou à atuação catastrófica do governo atual em relação à pandemia, mas os membros passaram por situações de desgaste emocional, contaminação de pessoas queridas e próximas por covid, falecimento de algumas delas e até a infecção pelo vírus.

E isso nos afetou bastante. A quantidade de artigos no site, que eram em média de três a cinco postagens por semana, caiu muito, a produção de materiais autorais também e alguns autores até pararam de postar enquanto estavam tentando sobreviver a toda essa situação. E isso não passou despercebido pela gente, mas antes de um coletivo, nós somos humanos e, acima de tudo, amigos.

A postura adotada no início da pandemia foi de que estava todo mundo de licença, quem conseguisse escrever algo o faria, mas estávamos deixando de lado a responsabilidade de postagem. Até porque este é o nosso hobby, a gente faz por amor. As pressões e demandas a gente deixava para os nossos trabalhos, nossas profissões — e este é um dos motivos pelo qual nunca nos tornamos editora ou grupo de atividade profissional envolvendo o RPG.

Porém, a situação se arrastou por tempo demasiado e mesmo que uma esperança tenha surgido no horizonte com o advento da vacina, nós estamos numa situação em que o sistema de saúde e óbitos estão em números elevados jamais obtidos antes. E, por isso, a gente se reuniu. E, por isso, nós conversamos. E, por isso, nós fomos sinceros em concluir que na situação atual não era possível continuar.

Devo acrescentar que em paralelo a essa questão há a financeira. Nós pagamos o servidor do Mundos Colidem de nossos bolsos. Não fazemos nenhum tipo de vaquinha ou financiamento coletivo, nem recebemos patrocínio ou doações. Nem queremos. Temos condições de pagar, embora com certa dificuldade pelo valor do dólar, e preferimos fazer por nós mesmos nos mantendo independentes.

Neste momento de pandemia, qualquer valor monetário faz uma grande diferença, principalmente para aqueles que têm filhos, cônjuges e/ou parentes em grupos de risco ou com doenças crônicas. No período normal podíamos nos dar ao luxo de pagar o valor do servidor. No período de pandemia, não. Mas, como mencionei acima, essa é uma questão paralela. Que corroborou com a decisão tomada, mas não foi a responsável.

O mais importante pra gente, neste momento, é a preservação da nossa saúde. Seja física, emocional ou mental. Quando as coisas melhorarem, quando nos recuperarmos das consequências dessa pandemia, quando juntarmos os nossos pedaços e avaliarmos como estamos… Talvez repensemos esta decisão. Até lá, só queremos agradecer.

Muito obrigado a todos que nos acompanharam nestes cinco anos. Obrigado pelos comentários, por compartilharem nossas postagens e por jogarem nossas produções. Muito obrigado por todo o carinho que vocês nos deram. Se temos orgulho dessa nossa trajetória, se ela valeu a pena a cada passo, mesmo nos momentos mais árduos, é graças a vocês. Portanto, até mais e obrigado pelos peixes!

Edit pro Informe solto no Facebook na tarde do dia 21/03/2021:

 

Olá. Pessoas Lindas, o Mundos Colidem não foi encerrado. Quem foi encerrado foi o site. O coletivo continua firme e forte: ainda temos nossas mesas de RPG pelo Roll 20 entre a gente nas quartas, sábados e domingos; ainda marcamos jogos na steam entre a gente; ainda abrimos canais de voz no Discord ou no Telegram pra bater papo sobre o dia; ainda manteremos o grupo do Telegram, a página do Face, a página do Insta, o Twitter e, principalmente, as páginas do Dungeonist e do Drivethru RPG com nossas produções autorais.

Sobre o conteúdo do site, vocês ainda têm alguns meses com ele disponível no domínio oficial da gente (que manteremos pra evitar confusões futuras, sacomé, né?). Após o encerramento do contrato com o servidor, o que só deve ocorrer no meio do segundo semestre, aí encontraremos alguma alternativa, nem que seja migrar o conteúdo pro nosso antigo blog gratuito no WordPress.

E, se, quando, algum membro decidir fazer alguma produção autoral, no seu próprio ritmo e tempo, ainda lançaremos ele no Dungeonist e no Drivethru RPG e anunciaremos no grupo do Telegram, na página do Face e na página do Insta. Simples assim. O coletivo continua, o site é que não. Dito isso, desejo um excelente domingo a todos. E, se puderem, fiquem em casa. Bonanças.

“Você encontra a Aventura

Ou a Aventura encontra Você”.

Dicas de Narrativa: Como Cuidar do seu NPC

Olá, pessoal!

Essa semana, vamos dar continuidade às nossas dicas de narrativa que iniciamos com o Dicas de Narrativa: Gênesis – O Céu e a Terra.

Hoje, iremos falar sobre a criação de personagens, mas não quaisquer personagens e sim os nossos queridos NPCs, aqueles que moldamos do barro com nossas próprias mãos e que devem servir a uma função narrativa em nosso jogo. Enquanto nosso próximo artigo será dedicado com detalhes e dicas importantes sobre como ajudar seus jogadores caso eles tenham dificuldade em criar um personagem e a manutenção desses PCs (playable characters) na sua história, hoje nós iremos conversar um pouco sobre os nossos próprios personagens em nossas campanhas e sua importância na narrativa.

Dicas de Narrativa: Gênesis – O Céu e a Terra

Olá, pessoal!

Inicialmente, gostaria de me desculpar por ter sido tão apressada na semana passada e esquecido até de apresentar a mim e a minha coluna, como fui lembrada pelo Lipe! Eu sou a Cammy Nuwanda, jogadora de RPG por muito tempo, me atrevendo inclusive a narrar algumas aventuras volta ou outra por aí. Como tenho bastante experiência principalmente em Fóruns, onde se faz muito necessário conciliar sistema com uma narrativa mais rica e trabalhada, assim como é necessário um jogo de cintura para improvisação, esta coluna será voltada para ajudar princialmente os iniciantes no mundo da narrativa, tantos os mestres quanto os próprios jogadores, a mergulhar em campanhas que sejam divertidas e recompensadoras para ambas as partes!

A Importância da Narrativa em um Jogo de RPG

Como bons jogadores de RPG, todos nós costumamos nos preocupar com as regras, com os números, as mecânicas e os dados, que transformam nossos cenários em coisas vivas e dinâmicas, adicionando aquele realismo que é instigante na mesma medida em que é desafiante. São esses sistemas, já conhecidos nossos, que nos dão segurança e fazem o mundo que imaginamos saltar aos olhos e trabalhar bem como as engrenagens de um relógio, impulsionando os braços do tempo que gastamos planejando nossas campanhas.

Talvez a mecânica, as regras e o sistema que vamos usar sejam nossas primeiras e mais importantes preocupações, ao que mais nos dedicamos e, algumas vezes, nossa única preocupação. Debruçar sobre um sistema e transportar para ele personagens, aprender suas habilidades, como elas funcionam com as mecânicas, imaginar os cálculos dos dados para que tudo seja bem perfeito e quase automático, a perfeita máquina, funcionando quase automaticamente — e, quando isso acontece, nos traz um sorriso ao rosto e a sensação de um trabalho bem feito.

E então, alguns de nós, param por aí. Afinal, com todo o sistema e a mecânica prontos, as coisas devem quase caminhar sozinhas, certo?

Errado.

Não se desespere: faça um mapa

No artigo anterior falei sobre como criar aventuras com pouco trabalho… do mestre e neste artigo vou falar sobre como um simples mapa rendeu uma grande aventura.

Fullmetal Alchemist para Savage Worlds Parte II

Olá je suis Necrolas do Pontos de Ignição e trago a vocês hoje um material de suporte para jogadores e narradores que desejem enveredar no mundo de Fullmetal Alchemist. Com uma surpresinha no final pra galera que curte FATE.

Criando aventuras com pouco trabalho… do mestre

Acredito que fiquei um pouco preguiçoso quando o quesito é preparar aventuras de RPG, mas isso não me incomoda nem um pouco e nem me priva da diversão de uma boa aventura, onde quem faz boa parte do trabalho são os jogadores – um trabalho normalmente coroado com grandes interações.

NAS MINHAS EXPERIÊNCIAS (vou deixar isso bem enfatizado), também tenho notado que ao deixar os jogadores participarem da criação da aventura e de seus elementos, o nível de engajamento deles é maior durante as sessões, pois eles deixam de ser agentes passivos da construção do enredo inicial, para agentes ativos. Eles passam a jogar o que desejam, no máximo, com algumas modificações.

Precisamos dar o exemplo

Nos últimos dias iniciei o meu caminho de volta às comunidades de RPG e tenho observado algumas postagens interessantes, algumas com temas recorrentes, como casos de sexismo e misoginia.

Uma das postagens era uma chamada para o artigo Correndo como lobas, do blog Matilha da Garoa, que fala sobre o preconceito que as mulheres sofrem nas mesas de jogos.

Não falar sobre o problema é ignorá-lo e falar sobre, não tem nada a ver com o politicamente correto, faz parte do contrato social, que fazendo coro com a autora do artigo já mencionado, precisa sim ser discutido.

Fullmetal Alchemist para Savage Worlds

Olá caros 1Dx leitores, je suis Necrolas do Ponto de Ignição, trago a vocês hoje como o titulo deixa a entender uma adaptação da animação japonesa Fullmetal Alchemist, onde conta a aventura de Edward Elric e seu irmão Alphonse Elric em busca de uma forma de voltarem ao normal.

Ehdrigohr – The Roleplaying Game

Nos últimos dias estive refletindo sobre propostas diferenciadas de RPG e depois que assisti Pantera Negra, a ideia ficou ainda mais viva em minha mente, daí me lembrei de um sistema/cenário muito interessante.